No
plano de topo o traço horizontal é perpendicular à LT e o traço
vertical pode ter qualquer direção diferente de 90o,
sendo esta a condição que o caracteriza. Qualquer
ponto contido nele se projeta verticalmente sobre seu traço vertical.
Qualquer
figura contida nele não se projeta em VG.
Imagine
agora um plano passando pela diagonal da face lateral do cubo.
Se o cubo ainda se encontra encostado no PV e PH e na LT, este
plano certamente cortará a LT e por isso ele recebe este
nome:
Plano
que passa pela LT

Este
é o único caso em que um plano não pode ser determinado por seus
traços, pois estes estão confundidos com a LT. É necessário, então,
outra informação para determinar sua posição. Normalmente se utiliza
um ponto do plano, assim, o plano é dado pela LT e o ponto A.
Qualquer
figura contida nele não se projeta em VG.
Agora
imagine este plano em uma posição invertida, isto
é, sem cortar a LT de forma que se olharmos de frente para
o PV, veremos o plano formando uma rampa. Então, este plano
recebe o nome de:
Plano
de rampa ou paralelo a LT
Por
ser paralelo à LT não poderá cortá-la, logo, seus dois
traços são paralelos à LT. Qualquer
ponto contido nele se projeta entre seus traços. Qualquer
figura contida nele não se projeta em VG.
Até
o momento já pensamos em sete (7) possibilidades diferentes
para a posição de um plano em relação
à um cubo. Se você imaginar um plano passando por
outras diagonais ou faces, ou até mesmo encostando o plano
no PH ou PV chegará à conclusão de que se
trata de planos já estudados. No, entanto, existe uma posição
que ainda não exploramos. Essa posição que
ainda não estudamos é justamente aquele plano que
não é paralelo nem ao PV e PH e tampouco
perpendicular. Por não ter nenhuma das características
dos planos estudados acima ele recebe o nome de:
Plano
Qualquer
Por
ser oblíquo aos dois planos de projeção seus dois traços
são oblíquos à LT, sendo esta a condição que o caracteriza.
Qualquer
figura contida nele não se projeta em VG.
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TRAÇOS DE UM PLANO - COMO
ENCONTRAR? |
Se
você tem as vistas, ou seja, a épura de duas retas
e sabe que por elas passa um plano, então, é necessário
encontrar os traços do plano para que ele seja representado
corretamente. Para isto, você deve primeiro encontrar as
projeções H1, H2, V1 e V2
das duas retas. Se você ligar o ponto H1 de uma
reta com o ponto H1 da outra reta obterá o traço horizontal
do plano. Se você ligar o ponto V2 de uma reta
com o ponto V2 da outra reta obterá o traço vertical
do plano.
Para verificar se o seu traçado está correto, observe
se os dois traços encontrados se cruzam exatamente na LT, caso
verdadeiro, você acertou o exercício, com excessão
do plano de rampa, no qual os traços são paralelos
à LT.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS |
ASENSI,
Fernando Izquierdo (1990). Geometria Descriptiva. Madrid:
Editorial Dossat, S.A. 597p.
ASENSI, Fernando Izquierdo (1990). Ejercicios de Geometría
Descriptiva. Madrid: Editorial Dossat, S.A. 505p.
MACHADO, Ardevan (1986). Geometria Descritiva. São Paulo: Projeto Editores Associados, 26° ed. 306 p.
MACHADO,
Ardevan. Desenho Aplicado à Engenharia e Arquitetura.
São Paulo
PRÍNCIPE
Jr. Geometria Descritiva. V. 1 e 2.
Página
construída por Maria Bernadete Barison (Profa. do
Depto. de Mat-UEL). Versão para impressão construída por Junior Francisco Dias (aluno de Matemática - UEL).